Você já assistiu a um filme recente e teve a sensação de que tudo parecia limpo demais, falso ou sem peso? O lançamento de grandes franquias previstas para 2026 traz a discussão um dos temas mais quentes do cinema atual.
Efeitos Práticos vs. CGI (Imagens Geradas por Computador)
O termo CGI refere-se ao uso de computação gráfica para criar ou modificar imagens, cenários, objetos, monstros e personagens em filmes, séries, jogos e publicidade. O debate toca exatamente na nostalgia do público e na busca de mais verossemelhança nas cenas com o uso de efeitos físicos ao invés do cansaço visual de efeitos exagerados e o uso de telas verdes/azuis. Os Efeitos Práticos trazem o realismo dos atores reagindo ao que está acontecendo como, por exemplo, explosões, cenários táteis e iluminação natural contribuindo para que as atuações sejam mais precisas. Em contrapartida, a computação gráfica (filme com CGI), traz a escalada ao impossível com magia, monstros, expansão de cenários que seriam inviáveis – e perigosos – no mundo real.

Todos os filmes precisam de CGI?
Na atualidade, com a ânsia de sempre mostrar novidades cada vez mais estrondosas, fica realmente difícil uma produção que não se utilize de efeitos digitais. Efeitos práticos podem ser mais legais de assistir, e até mais rápidos de gravar, mas são limitados a situações reais. É quase impossível fazer somente efeito prático – decente – em filmes no espaço. Além dos custos, geralmente mais elevados, e o risco físico real. Exemplos práticos nos lançamentos de 2026:
- Hunger Games: Sunrise on the Reaping (Franquia Jogos Vorazes) – a produção aposta em cenários físicos massivos e maquiagem de época para criar abundância, luxo e a opressão do Capitólio. Usando CGI apenas para ampliar horizontes e multidões;
- Avengers: Doomsday (Universo Marvel) – o CGI é indispensável para superpoderes e destruição em escala enquanto o uso de cenários e figurinos reais dá credibilidade às cenas dramáticas;
- Dune: Part Three (Franquia Duna) – tornou-se a maior referência moderna de integração. Filmar em desertos reais com figurinos e estruturas táteis faz o mundo parecer vivo! A computação gráfica entra para polir os elementos da ficção como criaturas gigantescas e naves;
- Moana (Live Action) – o desafio de adaptar uma aninação mágica para o formato com atores reais exige cenários gravados em locações naturais para dar peso físico à história, combinando CGI avançado para dar vida e poderes a criaturas mágicas.
A intenção na maioria desses filmes, é de usar o máximo de efeitos práticos, para reduzir a saturação digital que o público já vem sentindo. Porém, como disse acima, é praticamente impossível ficar totalmente na explosão
Os dois métodos trabalham bem em hamonia
O cinema moderno aprendeu a lição: o filme com CGI funciona melhor quando é usado para aprimorar o que a câmera captou e não para substituir a realidade. E você, prefere a textura dos efeitos práticos ou a grandiosidade da computação gráfica?
E por isso que o charme dos grandes clássicos dos anos 20, 50, 80, nunca sairão de moda!
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